A Rosa Marrom-Bombom
Em um jardim repleto de flores belas,
onde o ar se torna mais suave,
encontro a paz que tanto procuro
nos pequenos descansos do coração.
A brisa passa devagar,
o sol se derrama sobre o horizonte,
e a liberdade,
por um instante,
parece não ter pressa de ir embora.
Foi em um desses momentos
que encontrei uma nova flor.
Não sei dizer quando nasceu,
nem em que instante
se tornou tão bonita aos meus olhos.
Apenas estava ali.
Tão meiga,
tão doce,
tão tranquila em sua maneira de existir,
que até os passarinhos
pareciam cantar mais baixo
quando passavam por perto.
Era uma rosa diferente.
Não branca,
não azul,
nem negra.
Tinha a cor marrom-bombom,
como a doçura de um abraço
que ainda não se pediu,
mas que o coração
já aprendeu a desejar.
Seu perfume não invade.
Apenas fica.
Fica na brisa,
nas tardes tranquilas,
na lembrança de um sorriso
que chega sem fazer barulho.
E quem olha,
se encanta.
Quem toca,
descobre delicadeza.
Quem compreende,
encontra nela
um motivo para descansar.
Hoje,
essa rosa se tornou
um dos lugares mais bonitos
onde meu coração
gosta de permanecer.
Mesmo que chova,
mesmo que o tempo demore,
ela continua brotando aos poucos,
viva,
respirando,
aprendendo a florescer
à sua própria maneira.
E eu não quero apressar seus dias,
nem pedir que cresça
antes da hora.
Quero apenas estar por perto,
quando o sol nascer,
quando a chuva cair,
quando seus primeiros perfumes
encontrarem o vento.
Porque talvez, um dia,
sua sombra seja abrigo,
seu aroma seja inspiração,
e os passarinhos,
ao encontrarem seus galhos,
descubram uma nova canção.
Mas, por enquanto,
basta saber
que existe uma rosa
neste jardim tão grande,
e que, desde que a encontrei,
a paz parece ter
um perfume diferente.
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